quinta-feira, 1 de setembro de 2011
I - Crise
...noite de sábado, uma goteira no teto, o tic-tac do relógio, o tempo parava, a tensão aumentava, ficara de esperá-la ali, não sairia, seu corpo já não respondia bem, alucinava, e agora lembrara o ontem, as noites de ópio, os bares, sempre ao lado dela, esquecera de antes, como era tímida, inocente, vazia, sem vícios, não era feliz, mas não sofrera sua falta, e agora não havia vida, seu corpo agonizava, sua respiração difícil, e lembrara novamente dela, belas e prazerosas noites ao seu lado, de como a conhecera, de como era linda, alegre, e vazia como ela...olhava o relógio, 03:00, não podia esperar, lentamente levantara-se, vestia um casaco, suas pernas não respondem mais, lentamente ela cai no chão, esperava que ela entrasse a qualquer momento, sabia que não poderia sair, agonizava, agora restava-lhe arrastar-se até a porta, seu corpo doía, mas era tudo ou nada, iria atrás dela, não havia mais ninguém, ouviu então passos, finalmente, não morreria, não estava sozinha...
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