sábado, 3 de setembro de 2011

III-

...agora ela estava lá naquela cama de hospital, nada eu podia fazer. Estavam todos escabreados, a situação estava tensa no hospital, policiais vasculhavam o local, em busca de jovens viciados, aquela época muitos jovens eram constantemente pegos em hospitais com drogas, internados, ou acompanhado alguém que fora levado ás pressas em quase morte. Dois deles saiam com uma sacolinha cheia de charros de haxixe do quarto ao lado, e eu esperava apreensiva, a qualquer momento eles viriam interrogar-me.

Natasha lentamente abria os olhos. Pensara – onde estou? Morri? Tem alguém aqui, será que estou viva? Então é só me levantar. – Expressara angustia, a enfermeira notara, não estava morta, seu corpo ainda doía, tentou falar alguma coisa, mas estava anestesiada, a enfermeira saiu.

Anne lembrou dos papelotes em seu bolso, agora os policiais vinha em sua direção, seria pega. Não, não seria, sorrateiramente foi ao banheiro, e agora, não a jogaria fora, era desperdício, abriu a droga, cheirou as duas embalagens, saiu então, alta e confusa, logo os canas perceberam sua mudança, pararam-na, procuram em seus bolsos e jaqueta, nada encontraram, sorriu então, um deles foi ao banheiro e viu as embalagens no lixo – dolinha né senhorita. – foi pega, levaram-na.

Meia hora depois no quarto - seu corpo já respondia, ainda com ânsia de vômito e calafrios, não alucinava mais, agora restava-lhe a dor, e Anne, onde estaria, a enfermeira aplicava-lhe outra injeção dormiria novamente.

Enjaulada, acorrentada, maltratada, sufocada, Anne sofria, lembrara de Jhon, seu primo, morrera na prisão, triste, só. Mas ela não, tinha algo, alguém por quem lutar, não se renderia a morte, á verdadeira morte, porque ela já estava morta há tempos, desde que vendera seu corpo para pagar seu vício. Um policial entrava, Anne não morreria ali, planejava escapar...

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