...apressei-me o mais que pude, mas a droga do Flea não estava lá, tive que ir do outro lado da cidade, Natasha deve ter tido mais uma de suas crises, eu falei pra ela parar, ela disse que tinha o total controle da situação, pq será que todos pensam assim quando há tantos viciados perdendo tudo que tem, acabando com a vida por causa dela? Talvez pq eu tenha controle ela achou que também o tivesse, bela idiota, mas estou finalmente em casa, é só subir mais esses degraus e cama.
Enquanto isso no quarto - sabia que não poderia gritar, não tinha forças, não poderia se levantar, e agora tudo ficara escuro, o corpo dormente, morreria, largaria aquele mundo imundo, nojento, sempre tivera essa vontade de viver num novo mundo, mas mesmo ali era tudo igual, todos iguais, mesmo os amigos e ela, ela, mas como viveria sem ela, triste ela ficaria quando partisse, mas nada importava mais, talvez nem a amasse, talvez nada daquilo realmente importasse, agora lentamente seus olhos fechavam-se e dormia.
...sentei-me no último degrau da escada, e agora? Talvez não consiga continuar dali, a luz do quarto acessa, talvez ela esteja acordada, talvez seja melhor deixá-la, tudo isso é minha culpa...
Anne tira dois papelotes do bolso.
...é isso que a está matando...
A porta do quarto se abre. Uma bela garota estirada ao chão feita um cadáver, pálida, torta, morta...
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